
Andressa explica que a experiência trouxe à tona lembranças profundas de sua fase religiosa, afirmando: “durante a gravação eu revivi muitas coisas que pensei que já estavam resolvidas dentro de mim, porque algumas perguntas e atitudes me transportaram diretamente para a época em que eu era convertida e vivia sob constantes cobranças sobre comportamento, aparência e escolhas pessoais, e foi impossível não lembrar da sensação de estar sempre tentando me adequar para não ser julgada, algo que voltou com força naquele estúdio”.
Andressa fala sobre sua relação com a fé e sobre como percebeu a postura do grupo durante a gravação, afirmando que “eu já li a Bíblia inteira mais de quatro vezes e, mesmo assim, senti que muitas daquelas pessoas estavam ali como no Velho Testamento, prontas para me apedrejar em praça pública, porque a forma como me olharam e reagiram às minhas respostas deixava claro que não queriam ouvir, queriam julgar”. “Religiosos se acham Santos e não querem que eu fale de Jesus, que não sou digna! Será que eles não pecam?”, ressaltou.
Andressa detalha também que “nos intervalos eu senti que o ambiente ficava ainda mais pesado, porque os cochichos e olhares atravessavam o ar com a mesma dureza que eu via quando frequentava a igreja”.