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MINHA PRIMEIRA VEZ!

Aristides Diaspor Aristides Dias27 de março de 2026Nenhum comentário5 minutos de leitura
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Aristides Dias

 

Essa frase é muito emblemática e muito conhecida, até tema de comercial já foi. Aquele conhecido anúncio que falava do meu primeiro sutiã. Mas ela tem uma abrangência muito grande e acaba encaixando para todas as experiências vividas pela primeira vez na vida e que nunca foram esquecidas. Quem não se lembra da sua primeira vez?

No meu caso, vou contar a minha primeira ressaca que também nunca esqueci. Tinha eu meus 13 pra 14 anos e vivia aquela fase que todo mundo da minha idade passa, a de querer virar adulto antes do tempo e, no interior, muitas das vezes esse processo acaba sedo acelerado, visto que, o jovem dessa idade quer ficar no meio dos adultos, ouvindo o que falam, o que dizem, o que acham e, a partir daí também tomar atitudes que nem a deles.

Na minha época existia uma praia bem onde está a “Cabeça do Padre”, hoje deu lugar a nova orla que ainda não foi concluída. Ela se estendia até as casas do senhor Isaac Hamoy, isso em época de vazante. E a nossa diversão era quase toda tarde ir pra lá, depois do futebol jogado no “Barreirão”. Na praia, sentíamos livres, cabelo ao vento e donos de nós mesmos. Uma de nossas diversões era de se jogar da “Pedra Grande”, da própria “Cabeça do Padre” e de cima dos toldos dos barcos que paravam lá para carregar ou descarregar passageiros e cargas. Subíamos no toldo e quando estava a uns 10 a 15 metros distante da beira, “flechávamos” (aquele pulo frontal com o braço estendido pra frente). As vezes boiávamos com uns candirus entre os dedos, mas já sabíamos se virar com isso e assim passávamos a tarde.

Certa vez, numa sexta-feira de setembro, uma turma de jovens desceu para a praia com algumas garrafas de “meiota” (meiota era metade da garrafa de cachaça misturada com Coca-Cola). Quando a turma chegou, eu já estava por lá banhando-me nas águas barrentas do Amazonas, como de costume. Acontece que aí vem a tentação e não demorou muito pra me chamarem e falarem que eu o “cara”, garoto esperto etc., e logo me ofereceram uma dose. Para corresponder com o que foi dito sobre mim, não recusei a oferta e tomei a primeira dose.

Na terceira, já me sentia um deles e nem esperava mais me oferecerem, eu mesmo pegava a garrafa e me servia e ainda tirava o gosto com carambola, menta e o que aparecesse por lá. Isso foi a tarde inteira. Quando a lua começava aparecer, o céu ficar estrelado, todo mundo foi embora e eu também. Pois subi as escadarias do cais não sei como, parecia que eu estava num parque de diversões rodando num carrossel.

Mãe que tem um sexto, sétimo sentido, percebeu na mesma hora que botei os pés em casa e foi logo perguntando o que eu estava fazendo, por onde eu estava. Não tive como negar e falei a verdade. Lembro dela super preocupada, mandou eu tomar banho e depois do banho me deitou em sua cama com uma cara de decepção e surpresa. Meu pai ainda não havia chegado, mas a vizinhança toda já sabia, sabe como é interior, os mais curiosos foram até a minha casa para ver in loco a aventura do garoto.

Quando meu pai chegou, eu já estava dormindo e claro, ficou sabendo do ocorrido. O seu corretivo veio no dia seguinte. Sem falar nada, ele esperou eu terminar o café, pegou duas garrafas (dessas tipo de cerveja) e pediu pra eu comprar açaí. Dei um suspiro aliviado e nem me virei de lado, pois senti que estava livre do cinturão. Mal sabia eu que o que estava por vir era bem pior que uns corretivos. Eu prontamente peguei as garrafas e zarpei para comprar o açaí que era vendido pelo casal Raimundo, mais conhecido como Mundinho e D. Yolanda Canto. Eu morava na ilharga da praça de Sant`Ana e a venda de açaí era em frente a delegacia nova na época, lá no bairro da Prainha, bairro da alegria, do folclore, na rua Dr. Machado. De casa pra lá calculo uns 500 metros de caminhada, ida e volta daria 1km.

Pois bem o sol era de 11horas da manhã, eu com a cabeça pesando quase 10 quilos, enjoo, secura na boca, vontade de chamar o “Raul”, caminhei parece um moribundo pelas ladeiras da cidade, atrás de uma sombra pra me aliviar e nada de sombra. Desci a Bacuri querendo que caísse um temporal para eu respirar, tomar um banho de chuva e recuperar o meu estado normal, pois prometia pra mim mesmo que nunca mais eu iria colocar álcool na minha boca.

Cheguei na venda do açaí e ainda tinham cinco pessoas na minha frente, minhas pernas bambeavam, já suava frio, minha boca seca rogava por um gole de água, a vontade era de invadir a venda e tomar toda aquela água que faziam o açaí. Na volta, pensei que não conseguiria chegar em casa, pois estava fraco, a pressão baixou, suava gelado e eu andava me esfregando pelas paredes, atrás de sombra pra me aliviar. Até que cheguei vivo em casa, mas parece que tinha levado uma surra daquelas, por dentro.

Ao chegar em casa meu pai me chamou e disse: “se eu souber que andastes bebendo de novo, vais te ver comigo”, pois ele sabia que o castigo dado foi cruel e muito pior que qualquer surra. Fui tomar um banho de meia hora, depois almocei e ainda tomei o açaí pra depois dormir a tarde toda.

Pra nunca mais esquecer essa ressaca!

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