Depois de tentar (e não conseguir) abrir seu capital nas bolsas de Nova York e de Londres, a Shein finalmente recebeu a aprovação que faltava para realizar seu IPO na bolsa de Hong Kong.
O pedido de abertura de capital da fast-fashion estava travado desde julho do ano passado, aguardando a aprovação de Pequim. Com o aval regulatório, os preparativos avançam para que a estreia na bolsa aconteça entre setembro e outubro.
O caminho até aqui, no entanto, custou caro. Nos EUA, os planos foram barrados pela forte oposição às suas práticas trabalhistas, enquanto em Londres, a falta de apoio do governo chinês travou o processo.
Para resolver o problema com a China, a Shein teve que deixar de lado o discurso de que era uma empresa global de Singapura e prometer novos investimentos nas fábricas de seu país.
Essas burocracias e a concorrência da rival Temu acabaram custando caro para a empresa, que em 2022, chegou a valer US$ 100 bilhões. Para o IPO sair do papel, a Shein aceitou fixar seu valuation por metade disso, algo entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.
Por trás dos panos: Mesmo valendo menos e enfrentando taxas mais altas no Ocidente, a Shein ainda é uma máquina de fazer dinheiro. A empresa pretende vender mais de 340 milhões de ações e levantar US$ 2 bilhões.