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ÓBIDOS: MINHA HOMENAGEM!

Aristides Diaspor Aristides Dias1 de outubro de 2025Nenhum comentário4 minutos de leitura
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Aristides Dias

 

 

Minha homenagem a Óbidos nesse dia 02 de outubro, é relembrar os bons momentos que vivi nessa cidade acolhedora e cheia de charme.

Nesses 328 anos, uns 50 eu já desfrutei dessa fonte de beleza, alegria… Comecei a me entender, morando na rua Alexandre Rodrigues de Souza, 276, na ilharga da praça de Sant’Ana, uma rua movimentada, cheia de gente, tanto crianças como adultos. Só de casa eram onze, da casa do cabo Moura, cinco, Do Viegas três, da D. Mimi, três, Maria Gomes três, ainda tinha Nelson Amaral, Rainha, Dra. Sara, sem contar nos agregados que cada um tinha. À noite, a estreita rua virava colônia de férias, com tanta criança brincando de bandeirinha, de roda etc. Os pais nas cadeiras nas calçadas, jogando conversa fiada e os adultos dando o jeito deles pra namorar, o céu, um verdadeiro tapete de estrelas. Como diz a canção: “eu era feliz e não sabia”.

Nessa rua joguei botão, empinei curica, que engatava no fio,  papagaio, joguei bola, esfolei o dedo, o joelho, dancei a Garcinha. Acho que fiz tudo que eu podia fazer.

Mas Óbidos pra mim, não se resume a Alexandre Rodrigues de Sousa. A praça de Sant’Ana, por exemplo, foi um palco importante também. Lá joguei muito futebol, no campinho do Barreirão, corri muito disputando “Bandeirinha”, joguei peteca, catei carteira de cigarro pra transformar em dinheiro, fumei cigarro escondido, tomei minhas primeiras doses de cachaça, comi muita castanhola e depois entrava na fila da comunhão pra receber a hóstia com a língua toda rôxa da fruta, desci a barreira pelo “Caminho das Cobras”, apanhei tucumã e fiz muitas estrepolias de moleque da minha idade.

Pulei muito de toldo de barco na praia da Cabeça do Padre ( o cais, como chamávamos), desci na correnteza do Pingo D’água até a barreira, fui coroinha e até encenei peça de teatro como a Pastorinha.

No mês de julho, adorava comer a cocada feita pela família Sarrazim, sem contar nos “serenos” que fazia nas festas da ARP, esperando que uma briga saísse a qualquer momento, cheguei a ver várias. O círio da padroeira, quanta emoção ver os barcos chegarem no cais da cidade, e aqueles devotos a espera da imagem de Sant’Ana. São lembranças de um passado feliz.

Lembro dos tempos de escola quando fui escolhido o “chefe da turma” no José Veríssimo, cujo a finalidade era manter a ordem junto a molecada, sendo eu um dos que adorava bagunçar, de quando entrei para a banda marcial da mesma Escola, onde eu era o primeiro taról (aquele que, quando o corneteiro dava o sinal, ele era o primeiro a dar a batida da banda). De quando entrei no Felipe Patroni, na 5ª Série, onde comecei a me sentir um rapazinho. De quando saí de “pelotão” no Sete de Setembro, representando meu glorioso Clube do Remo. Foi na minha Óbidos que também comecei a sentir os prazeres carnais da vida.

No Rêgo Barros quebrei o braço jogando pelo Remo, contra o Paysandu (só da molecada), também fiz algumas preliminares pelo Paturizinho onde não perdi nenhuma partida. Que tempo bom, que não volta nunca mais.

Depois da minha infância, onde passei sete anos sem ir à Cidade Presépio, voltei um adulto, vivendo outras coisas desse paraíso, que eu não conhecia. Festas (ainda peguei os últimos bailes de debutantes com o uso do paletó), gincanas, passeios, as festas na ARP, Estilos e outros, os banhos no Curuçambá, onde se tomava a primeira do dia, as voltas na praça, as paqueras, os banhos na Cabeça do Padre, onde uma cachaça era degustada com maior prazer, a famosa (meiota), com tira-gosto de peixe fresquinho, saído da canoa dos pescadores, em troca de uma dose.

E como não lembrar do Carnapauxis, uma revolução no carnaval de rua da cidade. Só perdi a primeira edição até agora, o resto, participei de todas, inclusive com uma música para o bloco Xupa Osso. São muitos encantos que esse pedaço de chão tem, são muitos momentos vividos, são muitas histórias. Aliás, esse chão meu pai adotou como a sua paixão, não foi à toa que recebeu o título de “Cidadão Obidense” da Câmara Municipal.

Essa terra que virou tatuagem em meu coração, também me apresentou uma linda menina aos 16 anos que até hoje está ao meu lado. Como não amar essa cidade?

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