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UMA AVENTURA NO RIO AMAZONAS

Aristides Diaspor Aristides Dias5 de julho de 2025Nenhum comentário4 minutos de leitura
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Aristides Dias

Foto ilustrativa.

 

A viagem era pra durar três dias, mas durou sete. Isso mesmo, uma turma de obidenses entrou numa aventura, sem querer, pelas águas barrentas do rio Amazonas. Era férias de julho e o grupo de jovens, do tempo da pantalona, sapato Luiz XV, cabelos longos, jovem guarda, embarcou no B/M Florenzano rumo a Cidade Presépio, Óbidos-Pará, para curtir as merecidas férias.

Essa viagem era feita todos os anos por essa gente que, quando chegava o mês de julho, zarpava para aproveitar as delícias da terra de Inglêz de Souza, como: manhã de sol da ARP, baile de véspera do círio, seguido da alvorada, baile das debutantes, o jogo de vôlei no final da tarde, de futebol no Barreirão, as voltas na praça de Sant’Ana, onde se marcava território, os encontros na barraca do Chagas, com sua deliciosa linguiça, depois do Alonso, da D. Olga, do Fábio, entre outras. Sem contar no banho gelado do Curuçambá, do sorvete do Bar Andrade, das festas no Mariano, no Sayonara, do bronze na praia da Cabeça do Padre, do Paroquial, do som do Quinta Projeção, das serenatas dos apaixonados etc.

Esses momentos eram esperados o ano todo. Era década de 1970, mas precisamente no ano de 1978, ano de copa do mundo na Argentina, onde a anfitriã foi a campeã. Nesse ano também morreu o Papa João Paulo I, treze dias após assumir o papado, no mesmo ano assumiu em seu lugar o famoso e querido Papa João Paulo II. Mas nada foi mais inesquecível para esse grupo de jovens, esse ano, do que a viagem desastrosa no Florenzano. Teve gente que deixou de ir de avião para ir nessa “barca”. A expectativa era muito grande por essa viagem.

Só não sabiam que no caminho o barco iria ter problema e dar “prego” e foi isso que aconteceu. Nem bem atravessaram a baía, o motor de luz pifou, fazendo com que a viagem só pudesse ser feita durante o dia, a noite teriam que parar em alguma cidade no caminho e a primeira foi Breves. A turma de cabelo ao vento desembarcou na maior cidade do Marajó e foi logo procurando uma festa para se divertir. Divertiram-se tanto que chegaram correndo no barco depois de uma briga que aconteceu por onde andavam.

No dia seguinte seguiram viagem, mas, para não pararem a noite, pegaram carona de uma balsa e continuaram a viagem rebocados até o amanhecer. Com o sol brilhante, desatracaram da embarcação e seguiram viagem. Só que mais uma vez não contavam que o barco fosse encalhar próximo a cidade de Almerim. Então a próxima forçada parada, foi em Almerim. Lá fizeram uma disputa de vôlei e de futebol, onde os meninos encarnaram a seleção italiana e assim passaram a se chamar de Zoff. Gentille, Cabrine, Betega, Rossi etc. A Azurra Pauxis ganhou do time local e como prêmio, algumas caixas de cerveja. Era tudo o que queriam da vida. Por lá ficaram uns dois dias aproximadamente.

Durante a viagem, para passar o tempo, alguns jogavam baralho durante o dia, outros dormiam e outros jogavam conversa fora. Sem contar que a comida escasseou e a água também, teve gente que tomava água do rio, para saciar a sede e outros surrupiavam tomates das caixas com a mercadoria, para aliviar a fome.

Até que tentaram fazer uma “vaquinha” para comprar algo de comer, mas o arrecadado foi bem pouco, em compensação, a coleta pra “birita” deu o triplo da de comida. Esse era o espírito da rapaziada.

Em Almerim conseguiram consertar o motor de luz, mas como o barco vinha com água acima do verdugo, a velocidade era lenta. O perigo nem era percebido pelos animados passageiros. Diante disso, a turma penou um bom bocado para chegar até Santarém. Depois que saíram de terras Mocorongas, quanto mais se aproximava da Cidade das Ladeiras, mais a angústia aumentava.

Angústia essa vivida por quase toda Óbidos que a essa altura, á sabia do “calvário” que o grupo de estudantes estava passando nessa marcante viagem e a previsão de chegada da “Nau atrasada” era para às 8 da manhã de sábado, véspera do círio, mas só chegou às 12 horas e, no cais da cidade, um aglomerado de gente aguardava a chegada do Florenzano, que parecia o círio de San’Ana. Até fogos soltaram quando o barco começou a se aproximar do cais, mas nem eles também colaboraram para um final feliz, pois quase todos caíam n`água e não explodiam, corroborando com a saga que foi a viagem inesquecível de um julho de 1978.

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