Amazon Pauxis
  • Home
  • Mundo
  • Brasil
  • Cultura
  • Saúde
  • Educação
  • Violência
  • Social
  • Turismo
Facebook X (Twitter) Instagram
Amazon PauxisAmazon Pauxis
  • Home
  • Mundo
  • Brasil
  • Cultura
  • Saúde
  • Educação
  • Violência
  • Social
  • Turismo
Amazon Pauxis
Home » Dia de Iemanjá: veja como será a homenagem para a ‘Rainha das Águas’ em Belém
Belém

Dia de Iemanjá: veja como será a homenagem para a ‘Rainha das Águas’ em Belém

Aristides Diaspor Aristides Dias2 de fevereiro de 2026Nenhum comentário6 minutos de leitura
WhatsApp Telegram Facebook E-mail

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, é comemorado o Dia de Iemanjá. Essa data em homenagem a essa orixá, inclusive, conta com dois dias de celebração: 2 de fevereiro e 8 de dezembro

Eduardo Rocha (O Liberal)
Foto: Arquivo pessoal

Imagem de Iemanjá na avenida Augusto Montenegro (Foto: Arquivo pessoal)

A presença cultural e religiosa da orixá Iemanjá na vida dos brasileiros é bem maior do que se costuma pensar. A Rainha do Mar e também protetora de quem vive e trabalha no mar, além dos lares, crianças e casamentos tem uma relação profunda com a religiosidade e cultura dos cidadãos, desde o começo da história dos negros escravizados no Brasil até os dias atuais, mediante o entrelaçamento das religiões afro-brasileiras e o catolicismo. Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, é comemorado o Dia de Iemanjá. Essa data em homenagem a essa orixá, inclusive, conta com dois dias de celebração: 2 de fevereiro e 8 de dezembro.

Em Belém, a partir das 19h, as homenagens à Rainha das Águas vão contar com a mobilização de mais de 100 pais de santo da Umbanda, do Candomblé e do Tambor de Mina. Eles se reunirão na área de entrada do Terreiro de Rei Sebastião e Toyá Jarina, na avenida Augusto Montenegro, para saudar a Mãe dos Orixás.

Duas datas para celebrar

O professor mestre em Ciências da Religão, Danilo Barbosa, explica sobre as duas datas em homenagem à Iemanjá. Ele destaca que a associação entre os orixás dos panteões africanos com os santos e santas da igreja católicas aconteceu devido à escravização dos diversos povos africanos e ao deslocamento forçado destes escravizados para o Brasil, que foi colônia de Portugal durante 322 anos. Ao chegarem no Brasil, os povos africanos eram misturados e não viviam separadamente como acontecia no continente africano.

“A estratégia de botar diversas etnias juntas era utilizada para evitar a organização dos povos e de possíveis rebeliões. Então, no mesmo espaços, haviam iorubás, angolas, jejes, bantos, congos e demais etnias, apenas para citar as mais conhecidas”, diz.

“O resultado do encontro de diferentes expressões religiosas forma o que conhecemos como sincretismo religioso. Porém, a partir do encontro das crenças africanas com o cristianismo português passamos a vivenciar a imposição, por meio da força e das armas, de uma nova religião aos povos que já tinham sua espiritualidade. Então, aplica-se a estratégia para destruir as características culturais e religiosas dos povos africanos escravizados, a partir da proibição dos cultos aos seus deus e divindades, permitindo apenas que fossem cultuados os santos e santas católicas”.

Como pontua Danilo Barbosa, “para que os escravizados pudessem permanecer com seus rituais religiosos, foi necessária a associação entre seus sagrados e as imagens católicas”. “A exemplo disso, tempos Iemanjá, orixá Iorubá, conhecida como Rainha do Mar. As características populares desta orixá estão ligas ao mar, aos pescadores, à proteção dos marinheiros, e isso fez a associação entre a orixá e a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes, que, desde o século XV, já era reconhecida por proteger os navegadores portugueses que se lançavam ao mar e ter se tornado a padroeira dos navegantes.
Essa associação fez com que a data de 2 de fevereiro se tornasse a data com mais apelo popular. Por isso, temos grandes festivais de Iemanjá em todo o Brasil; o mais conhecido é o de Salvador (BA)”.

Danilo diz que em Belém a data de 2 de fevereiro não tem o mesmo apelo social que tem na Cidade de Salvador. Portanto, as casas afro-religiosas nas orlas das praias e cidades não têm tantas movimentação como no mês de dezembro. “O maior festival de Iemanjá que temos aqui acontece há mais de 50 anos na data de 8 de dezembro (Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), no distrito de Outeiro, que fica há 28km do centro da cidade de Belém. O festival do dia 8 de dezembro coincide com o Festival da orixá Oxúm, associada à santa católica Nossa Senhora da Conceição. Oxúm é reverenciada como orixá das águas doces, dos rios e, também, das cachoeiras. Logo, é comum observarmos terreiros que entregam suas oferendas em homenagem às duas orixás no mesmo ritual, louvando Iemanjá e Oxúm”.

Origens

Iemanjá é uma das divindades mais populares do país, atraindo inclusive quem não segue as religiões de matriz africana. Sobre essa transversalidade do orixá, Danilo Barbosa destaca que o Brasil é um país que caminha junto com diversas influências religiosas, mesmo que boa parte da população não perceba em seus costumes ou, por racismo religioso, não reconheça que o costume que carrega na vida é de origem afro-religiosa. “Por exemplo, usar branco na sexta-feira, na virada do ano, pular as sete ondas nos primeiros minutos do ano novo”.

“Diante desta realidade social e de sincretismo, muitas pessoas seguem as tradições sem conhecer suas origens. Então, lançam rosas e bebidas nas águas em fevereiro e dezembro, usam branco na virada do ano e outras ações que estão ligadas às religiões de matrizes africanas; em casos mais extremos, porém não raros, podendo até associar Iemanjá mais com a Igreja Católica do que com os terreiros afro-religiosos”.

Danilo pontua que as características de Iemanjá estão para além das casas religiosas. “Quem se interessa por conhecer a história da Orixá sabe que a ela não está ligada somente aos mares, mas tem um grande apelo pela figura materna, de acolhimento e amamentação, que nutre seus filhos e não os deixa desamparados. Esse colo simbólico e afetivo. Há a característica feminina. Para as filhas que dialogam com os assuntos feministas, se comparam com as águas de Iemanjá, que podem ser calmas, mas que podem se agitar se forem provocadas”.

A grafia do nome de Iemanjá com “y” ou “i” é explicada pelo professor. “A explicação sobre I e Y está na tradição da escrita, onde quando se inicia a escrita com I estamos escrevendo a partir da língua portuguesa, porém quando escrevemos com Y, estamos tendo como referencia a escrita em Iorubá, onde o nome de Yemanjá, onde a escrita é Yemọja. O nome Yèyé (mãe), ọmọ (criança) e ẹja (peixe), significando “mãe cujo filhos são peixes”.

Homenagem e união em Belém

Sobre a programação no Terreiro de Rei Sebastião e Toyá Jarina, na avenida Augusto Montenegro, o pai de santo Elivaldo de Oxalá deu mais detalhes. “Em todo o Brasil, se comemora o Dia de Iemanjá em 2 de fevereiro, e nós, aqui, em Belém, comemoramos em 8 de dezembro. Mas, vamos aproveitar o 2 de fevereiro para prestar a nossa homenagem a ela e reforçar a união entre as religiões afro-brasileiras”, detaca.

PaI Elivaldo de Oxalá: homenagens a Iemanjá em Belém
PaI Elivaldo de Oxalá: homenagens a Iemanjá em Belém (Foto: Reprodução / Instagram)

 

Na reunião dos pais de santo em frente à estátua de Iemanjá, com 12 metros de altura, serão tocados tambores e cumpridas as obrigações, com champanhe, velas e flores ao orixá – ela é padroeira dos pescadores, jangadeiros e marinheiros, bem como protetora dos lares, das crianças, das gestantes, dos partos e do casamento. Na homenagem à Rainha das Águas, serão entoados cânticos e encaminhadas orações e pedidos à Mãe de Todas as Cabeças.

Notícias Relacionadas

Ministério Público determina fim da obrigatoriedade de saia no Colégio Paes de Carvalho

23 de fevereiro de 2026

Bloco Spalha Arte se despede com muito carnaval

9 de fevereiro de 2026

Pela primeira vez, golfinho-listrado é encontrado morto em praia de Mosqueiro

3 de fevereiro de 2026

Deixe um comentário Cancelar Resposta

Notícias mais lidas

Site divulgou lista com os dez governadores mais ricos do Brasil

28 de outubro de 2023103 Vistas

NOTA DE PESAR 

6 de maio de 202473 Vistas

Missa em praia marca os 4 anos do Barco Hospital Papa Francisco em missão pelos rios da Amazônia

15 de agosto de 202367 Vistas

Obidense ganha destaque nas páginas de O Globo

14 de maio de 202549 Vistas
O que Rolou
Chuva

Em mais de 1 ano, Pará registra 155 casos de leptospirose; veja como se prevenir

por Aristides Dias5 de março de 20260
© 2026 Amazon Pauxis | Desenvolvido por CompanySites.com.br

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Go to mobile version