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acidente

Equatorial alerta: Pará registra mais de 5 mil colisões com postes em três anos

Aristides Diaspor Aristides Dias31 de março de 2026Nenhum comentário4 minutos de leitura
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Registros provocam prejuízos ao sistema, interrupções no fornecimento de energia e aumento nos custos de manutenção da rede.

Um levantamento realizado pela Equatorial Energia, entre 2024 e 2026, mostra que, no Pará, mais de 5 mil colisões contra postes foram registradas nesse período. Ao todo, foram contabilizados 5.352 abalroamentos, envolvendo veículos de passeio e de grande porte, com 10 municípios paraenses no topo da lista.

“Esses acidentes representam uma série de prejuízos para toda a sociedade, que vão desde a interrupção no fornecimento de energia — que, dependendo da força do impacto e das avarias na estrutura do poste, pode se estender por horas — até o aumento dos custos de manutenção da rede. O que não podemos deixar de destacar é que esses acidentes estão em escalada, o que é extremamente preocupante”, alerta Elton Lucena, Executivo de Segurança da Equatorial Pará.

Os dados mostram que, em 2024, foram registradas 2.164 colisões. Em 2025, os abalroamentos saltaram para 2.609, um aumento de 20,6% em relação ao ano anterior. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses do ano, a empresa já contabilizou 579 registros, sendo 207 em janeiro e 55 em fevereiro. “O levantamento acende um alerta preocupante: o trânsito está mais perigoso, e a rede de energia tem se tornado um dos alvos dessa violência”, destaca o executivo.

No ranking das cidades com maiores registros de colisões com postes, aparece Redenção, na região sul do estado, com 32 acidentes em janeiro e 4 em fevereiro deste ano. Em seguida, está Belém, com 18 colisões em janeiro e 12 em fevereiro. Em terceiro lugar, ainda na Região Metropolitana de Belém, aparece Ananindeua, com 10 acidentes em janeiro e 16 em fevereiro.

A lista segue com Itupiranga (4º), que registrou 26 acidentes em janeiro e nenhum em fevereiro; Altamira (5º), com 8 ocorrências em janeiro e 10 em fevereiro; Paragominas (6º), com 7 em janeiro e 11 em fevereiro; Novo Repartimento (7º), com 13 registros em janeiro; Marabá (8º), com 10 casos em janeiro e 6 em fevereiro; Santarém (9º), com 9 colisões em janeiro e 8 em fevereiro; e, em 10º lugar, Xinguara, com 9 abalroamentos contra postes em janeiro e 6 em fevereiro.

“É preciso que os motoristas respeitem as regras de trânsito e entendam que, em um acidente como este, envolvendo a rede de energia, os riscos de descarga elétrica são ainda maiores. Além dos prejuízos materiais, dos custos com manutenção e do desconforto causado aos clientes que ficam sem energia, o condutor e os passageiros podem ser atingidos pelos cabos. Pedimos atenção e orientamos que, em caso de colisões desse tipo, a concessionária seja acionada imediatamente”, reforça Elton Lucena.

Para alertar a população e chamar a atenção dos motoristas sobre os cuidados no trânsito próximo à rede elétrica, a Equatorial Pará realiza campanhas educativas em suas redes sociais e na imprensa. Em casos de colisões com postes com registro de pessoas feridas, o Samu e o Corpo de Bombeiros devem ser acionados imediatamente. Em seguida, é necessário entrar em contato com o Call Center da empresa, pelo número 0800-091-0196, para que as equipes técnicas possam intervir na rede com segurança, permitindo o resgate das vítimas e o início da manutenção do sistema.

 

Prejuízos

O gerente do Centro de Operações da Equatorial Pará, Marcelo Costa, que coordena a área que recebe as ocorrências de falta de energia, destaca que com os abalroamentos, há um impacto financeiro, com a troca do poste e demais manutenções necessárias, que podem ser pagas pelos motoristas.

“É fundamental que os condutores redobrem a atenção para evitar esse tipo de ocorrência, que gera prejuízos e pode ter consequências legais. Quando há quebra da estrutura e rompimento de fiação, o custo mínimo de material e serviço é superior a R$ 4 mil”, ressalta.

De acordo com o Artigo 927 do Código Civil, quem, por ato ilícito, causar danos a terceiros, fica obrigado a repará-los. Dessa forma, o valor total dos reparos e os danos a outras pessoas devem ser pagos pelo motorista, que pode ser acionado judicialmente.

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