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Home » A MÚSICA NO TEMPLO E O TEMPO DA MEMÓRIA 
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A MÚSICA NO TEMPLO E O TEMPO DA MEMÓRIA 

Aristides Diaspor Aristides Dias3 de novembro de 2025Nenhum comentário3 minutos de leitura
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Ana Reis Josaphat 

 

Ontem à noite, participei do “II Concerto Internacional de Música Barroca” na majestosa e bela Catedral de Belém. Sob a direção musical de Christophe Chapuis e a regência e direção musical da maestrina Maria Antonia Jiménez – mulher que exala firmeza, competência e uma sensibilidade rara – no órgão, o admirável e virtuosopianista Paulo José Campos Melo. 

A apresentação reuniu: a excelência da Ensemble Philharmonique de l’Île de Cayenne; o vigor do Coro Vozes da Amazônia; e   a delicadeza do Coro Carlos Gomes, com sua bela vestimenta branca adornada por motivos marajoaras – um tributo à cultura que canta com o corpo e com a terra. A maestrina, em sua condução firme e fluida, parecia o voo e o pouso de uma garça – leve, precisa, profundamente e elegante. 

A catedral, com sua arquitetura imponente e acústica sublime, foi o palco ideal para a riqueza da música barroca. Cada nota parecia dançar entre os vitrais, tocando o coração dos presentes com uma precisão quase divina. 

Fui sendo envolvida por músicas que eu não conhecia, mas que minha alma compreendia com inteireza. Era como se o som falasse uma língua universal, que não precisa de tradução. Com os olhos fechados, em comunhão, deixei-me levar. E então, veio o momento em que o Coro Vozes da Amazônia cantou o Ave VerumCorpus de J. Haydn e, especialmente, o Ave Maria de G. Fauré. Fui tomada por uma emoção tão profunda que as lágrimas vieram como cachoeira – e com esforço, contive o rio que teimava em ser mar.  

Era uma falta tão grande que não sabia nomear. Vinha de um lugar desconhecido que me habita, mas consegui reconhecer: era a ausência de uma presença. Uma presença que faz falta – a comunicação intensa de mundos na palma das mãos. Afeto e amor. Era o desejo de um encontro que não se explica com palavras, mas que se sente na alma. Um anseio por olhares – intensos olhares, de reviver o trans tempo da memória em instante e renovar a eternidade. 

A música, naquele instante, foi mais que som: foi ponte. Ligou o que está e o que falta, o que foi e o que ainda pulsa em esperança. E ali, na magnifica catedral e os ecos do órgão, compreendi que há ausências que não são vazios – são espaços sagrados onde o amor ainda respira, mesmo que em silêncio. 

 * Psicóloga Transpessoal, socióloga, professora, pesquisadora, aprendiz de poeta e da vida. 

https://amazonpauxis.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Concerto-na-Catedral.mp4

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