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CARENTE DE AMOR

Aristides Diaspor Aristides Dias2 de fevereiro de 2024Nenhum comentário3 minutos de leitura
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CARENTE DE AMOR

Aristides Dias

Há 50 anos, a sociedade era bem mais machista que a de hoje, disso ninguém tem dúvida. Para se ter uma ideia, o filho varão, quando atingia os 15 anos, era levado para um bordel para ter sua primeira noite de prazer com uma mulher, uma forma de mostrar sua masculinidade para a sociedade. Isso, sem o pai saber se o filho gostava da fruta ou não. Fico imaginando quantos desses adolescentes não se frustraram com a experiência.

Aliás, os bordéis exerciam papéis fundamentais nessa sociedade. Era neles que os “coronéis” buscavam o “prazer”, fora de casa. Parecia que a receita caseira não os completava, então, o refúgio eram os “inferninhos”.

A novela que está passando na TV Globo, mostra bem essa questão, é no bordel da Jacutinga que os coronéis se encontram para resolver problemas, fazer negócios e ter noites de prazer.

Na minha cidade, Óbidos, onde vivi até os 14 anos, existiam uns estabelecimentos desse gênero bem conhecidos entre seus munícipes. Lembro por exemplo do Laguna Azul, era falado pelos quatro cantos da cidade, nunca soube onde ficava. Tinha um outro também bem popular e com nome bem sugestivo, o Swing, que ficava no bairro da Cidade Nova. Muita gente procurou remédio naquela casa noturna que alimentou gerações.

Também existia um na cidade com o nome de “Artimija”, confesso que não faço ideia onde ficava também. Já escutei “histórias” dizendo que certa vez em um carnaval na cidade, o dono dessa casa de diversão pegou um caminhão, encheu de mulheres que trabalhavam pra ele e saiu pelas ruas do centro da cidade, desfilando com toda pomposidade.

O gesto, nada mais era do que um recado para os seus fregueses, dizendo que tinha “sangue novo” na casa. Após o carnaval, dizem que ele faturou. Com o tempo essas casas de diversões deram espaço para outras casas como o “Risca Faca”, o nome já diz tudo, que o pessoal de lá não era pra brincadeira e se pisasse na bola, hum… melhor nem pensar.

Outro que surgiu depois, foi o “Mela mais não entra”, imagino que, com esse nome, o prazer nesse estabelecimento não era fácil, muita gente deve ter ficado só na vontade. Também existiu o “Quinto dos Infernos”, diziam os frequentadores que o nome era porque a casa de prazer ficava praticamente na última rua da cidade, bem no Quinto dos infernos mesmo. Lá, dificilmente encontravam os fujões.

Mas não era só isso, tinha também o “Balança mas não Cai”, que sugere que todo cuidado é pouco e o “Rasga Velha”, meu Deus, o que será que aconteceu que deu origem a esse nome?

Eu cheguei a escutar que, tinha uns que acabavam se apaixonando pelas donzelas e vice-versa e a confusão dentro de casa ficava grande.

Assim não temos como esquecer a polemica frase do Tim Maia que disse: “Aqui no Brasil, traficante vira viciado, cafetino tem ciúme e prostituta se apaixona”.

Ps: Tive que recorrer a um amigo para lembrar de alguns nomes e, certamente deve ter outros que não entraram nessa crônica.

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