Entre os dias 13 e 20 de maio, operações da base fluvial da Segup interceptaram cargas de maconha, cocaína e oxi escondidas em embarcações vindas de Manaus

“Essas apreensões demonstram a eficiência da Base Candiru, que foi entregue em 2022 e tem apresentado resultados importantes. Mas vale ressaltar que a estrutura se soma às outras duas, a Antônio Lemos e a Baixo Tocantins”, afirmou.
Ainda segundo o titular da Segup, as três bases atuam de forma integrada no enfrentamento ao tráfico de drogas nos principais corredores hidroviários da Amazônia.
“As bases trabalham de maneira coordenada, com tecnologia, inteligência e presença permanente das forças de segurança”, acrescentou.
As operações mais recentes também revelaram as estratégias utilizadas por organizações criminosas para tentar esconder os entorpecentes. No dia 13 de maio, quase 80 quilos de substância análoga ao oxi foram encontrados dentro de cilindros metálicos fechados com solda. Para retirar o material, os agentes precisaram utilizar uma serra elétrica. Dois homens foram presos na ação.
Menos de 24 horas depois, em outra fiscalização, as equipes apreenderam quase um quilo de maconha. Já no dia 16 de maio, uma nova abordagem resultou na interceptação de aproximadamente 11,6 quilos de drogas, entre skunk, oxi e cocaína. A ação mais recente ocorreu na quarta-feira (20), quando quase 16 quilos de entorpecentes foram encontrados escondidos em outra embarcação.
Além do trabalho de inteligência e monitoramento, a atuação dos cães farejadores da Polícia Militar foi considerada decisiva nas abordagens realizadas na Base Candiru. Os cães Ísis e Tupã participaram diretamente das operações e ajudaram a identificar compartimentos ocultos utilizados para esconder os entorpecentes.
Para o diretor do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), coronel Marcelo Albuquerque, as forças de segurança têm conseguido acompanhar as mudanças nas estratégias adotadas pelos criminosos.
“As organizações criminosas tentam inovar, mas as equipes estão preparadas para qualquer situação. O trabalho integrado das forças de segurança, aliado ao apoio dos cães farejadores e ao monitoramento permanente das embarcações, tem sido fundamental para ampliar as apreensões”, destacou.
A Base Candiru integra o sistema de segurança fluvial criado pelo Governo do Pará e atua em uma das regiões consideradas estratégicas para o narcotráfico na Amazônia. O estreito de Óbidos é visto pelas autoridades como um gargalo natural da navegação no rio Amazonas, o que transforma a área em ponto prioritário para fiscalização de cargas e embarcações suspeitas.
As ações fazem parte do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa voltada ao fortalecimento do combate integrado às organizações criminosas e ao tráfico de drogas em todo o país.