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Polícia

Base Candiru apreende quase meia tonelada de drogas em apenas uma semana nos rios do Pará

Aristides Diaspor Aristides Dias22 de maio de 2026Nenhum comentário3 minutos de leitura
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Entre os dias 13 e 20 de maio, operações da base fluvial da Segup interceptaram cargas de maconha, cocaína e oxi escondidas em embarcações vindas de Manaus

O Liberal
Divulgação | Ag. Pará
A Base Integrada Fluvial Candiru, vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), apreendeu quase meia tonelada de drogas em apenas uma semana de operações realizadas nos rios paraenses. Entre os dias 13 e 20 de maio, cinco ações distintas resultaram na interceptação de entorpecentes transportados em embarcações que saíram de Manaus, no Amazonas, com destino a municípios do Pará, principalmente Santarém e Belém.
A maior apreensão ocorreu no último domingo (17), quando agentes localizaram 357 quilos de drogas escondidos em uma embarcação abordada no estreito de Óbidos, no Baixo Amazonas. Segundo a Segup, foram encontrados 296 tabletes de substância análoga à maconha e outros 55 tabletes de material com características de pasta-base de cocaína. Todo o carregamento foi encaminhado à autoridade policial e submetido à perícia.
De acordo com o secretário de Segurança Pública do Pará, coronel PM Ed-lin Anselmo, os resultados reforçam a importância do sistema de fiscalização fluvial implantado pelo Governo do Estado.

“Essas apreensões demonstram a eficiência da Base Candiru, que foi entregue em 2022 e tem apresentado resultados importantes. Mas vale ressaltar que a estrutura se soma às outras duas, a Antônio Lemos e a Baixo Tocantins”, afirmou.

Ainda segundo o titular da Segup, as três bases atuam de forma integrada no enfrentamento ao tráfico de drogas nos principais corredores hidroviários da Amazônia.

“As bases trabalham de maneira coordenada, com tecnologia, inteligência e presença permanente das forças de segurança”, acrescentou.

As operações mais recentes também revelaram as estratégias utilizadas por organizações criminosas para tentar esconder os entorpecentes. No dia 13 de maio, quase 80 quilos de substância análoga ao oxi foram encontrados dentro de cilindros metálicos fechados com solda. Para retirar o material, os agentes precisaram utilizar uma serra elétrica. Dois homens foram presos na ação.

Menos de 24 horas depois, em outra fiscalização, as equipes apreenderam quase um quilo de maconha. Já no dia 16 de maio, uma nova abordagem resultou na interceptação de aproximadamente 11,6 quilos de drogas, entre skunk, oxi e cocaína. A ação mais recente ocorreu na quarta-feira (20), quando quase 16 quilos de entorpecentes foram encontrados escondidos em outra embarcação.

Além do trabalho de inteligência e monitoramento, a atuação dos cães farejadores da Polícia Militar foi considerada decisiva nas abordagens realizadas na Base Candiru. Os cães Ísis e Tupã participaram diretamente das operações e ajudaram a identificar compartimentos ocultos utilizados para esconder os entorpecentes.

Para o diretor do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), coronel Marcelo Albuquerque, as forças de segurança têm conseguido acompanhar as mudanças nas estratégias adotadas pelos criminosos.

“As organizações criminosas tentam inovar, mas as equipes estão preparadas para qualquer situação. O trabalho integrado das forças de segurança, aliado ao apoio dos cães farejadores e ao monitoramento permanente das embarcações, tem sido fundamental para ampliar as apreensões”, destacou.

A Base Candiru integra o sistema de segurança fluvial criado pelo Governo do Pará e atua em uma das regiões consideradas estratégicas para o narcotráfico na Amazônia. O estreito de Óbidos é visto pelas autoridades como um gargalo natural da navegação no rio Amazonas, o que transforma a área em ponto prioritário para fiscalização de cargas e embarcações suspeitas.

As ações fazem parte do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa voltada ao fortalecimento do combate integrado às organizações criminosas e ao tráfico de drogas em todo o país.

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