Coleta domiciliar de sangue e urina é um dos destaques desta edição e permite observar a saúde da população no país

Ayla Ferreira
Para garantir a segurança dos moradores, todos os entrevistadores do IBGE trabalham devidamente identificados com crachá contendo nome, foto e matrícula. (Foto: Divulgação/IBGE)
No Pará, 7.034 domicílios em 100 municípios participam da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026. Este é o principal levantamento domiciliar sobre a saúde da população no país. A coleta é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mobiliza 22 agências e 145 entrevistadores no estado. As atividades no Pará já estão em andamento e seguem até 30 de novembro.
Entre as novidades, a PNS 2026 inclui a coleta domiciliar de sangue e urina. Esta etapa ocorre em uma subamostra de 2.370 domicílios da Região Metropolitana de Belém, com exceção de Barcarena.

Os exames realizados abrangem diversas análises:

  • Hemograma;
  • Perfil lipídico;
  • Hemoglobina glicada;
  • Creatinina e ácido úrico;
  • Sódio e potássio;
  • Sorologia para chikungunya;
  • Dosagem de chumbo e mercúrio.

A coleta e análise das amostras biológicas contam com apoio do Einstein Hospital Israelita. Esta parceria é realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).

Resultados e impacto na saúde pública

Os resultados da pesquisa permitirão a produção de indicadores sobre doenças crônicas e outros agravos à saúde. A Pesquisa Nacional de Saúde reúne dados de hábitos de vida e acesso a serviços de saúde. Também aborda a presença de doenças crônicas, cobertura de planos de saúde e temas específicos, como saúde da mulher e idosa.

As informações coletadas são essenciais para orientar o planejamento e implementação de políticas públicas. Elas visam a promoção da saúde, prevenção de doenças e redução das desigualdades. Os dados também subsidiam a gestão e o aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS). Contribuem ainda para o monitoramento de compromissos nacionais e internacionais na área.

Como funciona a participação da população

Diferente do Censo, que abrange toda a população, a PNS é uma pesquisa por amostra. Utiliza apenas uma parte representativa da população selecionada. O morador é informado sobre a seleção ao receber a visita de um entrevistador do IBGE. Em alguns casos, uma correspondência prévia pode avisar sobre a visita.

Durante a entrevista, perguntas sobre saúde são aplicadas a todos os moradores do domicílio. Um morador é escolhido para responder a um questionário mais detalhado. Esta etapa inclui a coleta de informações antropométricas, como peso, altura e pressão arterial. Um entrevistador do mesmo sexo conduzirá esta fase, devido à sensibilidade das questões.

Cada domicílio selecionado representa um conjunto maior de residências com características similares. Isso permite que os resultados da pesquisa reflitam a realidade da população brasileira. O IBGE reforça que a participação dos moradores é essencial para o diagnóstico.

Carlos Augusto de Sousa Araujo Neto, coordenador estadual da PNS, ressalta a importância da colaboração. “A partir das informações fornecidas pelos moradores, será possível traçar um diagnóstico mais preciso das condições de saúde da população brasileira. Todos os dados coletados são protegidos por lei e tratados com absoluto sigilo, sem qualquer identificação dos participantes”, afirma.

Segurança e confirmação de entrevistadores

Para garantir a segurança dos moradores, todos os entrevistadores do IBGE são identificados. Eles utilizam crachá com nome, foto e matrícula. A identidade do agente pode ser confirmada pelo site respondendo.ibge.gov.br/entrevistador ou pelo telefone 0800 721 8181.

*Ayla Ferreira, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Fabiana Batista, coordenadora do Núcleo de Atualidades

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