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Cultura

Theatro da Paz é avaliado, pela Unesco, como candidato a Patrimônio Mundial Cultural

Aristides Diaspor Aristides Dias18 de setembro de 2025Nenhum comentário6 minutos de leitura
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Avaliação cabe ao Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), associado à Organização das Nações Unidas à Educação, Ciência e Cultura

Por Amanda Engelke (SECULT)

O Theatro da Paz, em Belém, recebeu entre os dias 11 e 14 de setembro a visita da representante do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), entidade associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A missão integra a etapa de avaliação dos “Teatros da Amazônia” — Theatro da Paz (PA) e Teatro Amazonas (AM) — à Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Unesco.

Ao todo, a missão da representante do Icomos no Brasil teve oito dias. Antes de Belém, de 7 a 10 de setembro, a representante da entidade esteve em Manaus para visitar o Teatro Amazonas. A missão foi organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em articulação com os governos do Amazonas e do Pará, além das prefeituras das duas capitais.

Em Belém, a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, participou da abertura e acompanhou os trabalhos. “Foi uma oportunidade de demonstrar como o Governo do Pará tem um compromisso permanente com a manutenção do nosso patrimônio e também com a garantia de acesso da nossa população a essa casa de espetáculos, que é a mais simbólica do nosso patrimônio histórico”, avalia a secretária.

Ursula acrescentou que a visita também permitiu apresentar o trabalho desenvolvido pelos corpos artísticos do Theatro da Paz, a Amazônia Jazz Band e a Orquestra Sinfônica. “Trazemos para dentro dos espetáculos públicos que, naturalmente, não teriam acesso, garantindo um programa permanente de acesso e inclusão. É um compromisso reafirmado do Governo do Estado com a manutenção e a valorização do nosso patrimônio”, afirma.

Belém – Na capital paraense, a missão internacional dedicou quatro dias de atividades ao Theatro da Paz e ao seu entorno imediato, formado pela Praça da República, Parque João Coelho e Praça da Sereia — área definida no dossiê da candidatura como zona núcleo (core zone). Também foram observadas ruas e sítios próximos que integram a chamada zona de amortecimento (buffer zone), ambos delimitados no dossiê entregue à Unesco em 31 de janeiro de 2025.

Foram analisados elementos arquitetônicos e artísticos, documentos e acervos, além de realizadas reuniões com equipes técnicas, artistas, produtores, educadores, agentes de turismo e representantes da sociedade civil. Ela também assistiu, no dia 13, ao concerto “Jazz Sinfônico”, em que a Amazônia Jazz Band e a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz se apresentaram juntas no palco do Theatro da Paz.

Foto: Edivaldo Sodré / Ag. Pará

A representante do Icomos também esteve na ilha do Combu e percorreu a orla da cidade para observar de perto a relação histórica e cotidiana de Belém com seus rios — elemento estruturante da paisagem, da cultura e da formação urbana da capital paraense.

Manaus – Na capital amazonense, a equipe do Icomos concentrou-se no Teatro Amazonas e em seu entorno, especialmente o Largo de São Sebastião, definido no dossiê como zona núcleo (core zone), e ruas e sítios do centro histórico incluídos na zona de amortecimento (buffer zone). Durante quatro dias, foram avaliados elementos de conservação, documentação e o papel do teatro na vida cultural da cidade.

Transformação – Concebidos como espaços de lazer de elite no século XIX, os Teatros da Amazônia permanecem centrais na vida cultural de Belém e Manaus porque foram ressignificados ao longo do tempo. Hoje, recebem tanto espetáculos eruditos quanto expressões contemporâneas das culturas populares amazônicas e brasileiras.

Para o diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee, esse dinamismo é determinante na avaliação da candidatura. “Para ser reconhecido como Patrimônio Mundial, um bem tem de ser atualizado, se manter vivo. E os Teatros da Amazônia são. Equipamentos culturais como esses movimentam a economia criativa das duas cidades”, afirmou.

Schlee ressalta que o valor arquitetônico dos dois prédios é apenas um dos atributos em análise. “Se durante o período colonial, as cidades brasileiras eram marcadas por um núcleo composto por igreja e fortificação, a partir da segunda metade do século XIX, teatros como os da Amazônia, com suas praças amplas, passaram a ocupar um novo lugar central na urbe”, explicou.

Ele destacou ainda que os teatros simbolizam a chegada de uma nova classe social enriquecida pelo ciclo da borracha. “Os Teatros da Amazônia simbolizam a chegada de uma nova classe social burguesa, enriquecida pelo apogeu econômico derivado da extração da borracha, com novos valores. Era uma classe influenciada pelos países europeus com os quais passam a dialogar intensamente, sobretudo por meio das águas dos seus rios”, acrescentou Schlee.

Nesse diálogo de mão dupla, afirma Schlee, os teatros mesclam estéticas e materiais importados da Europa com matérias-primas e referências locais — como o uso de madeiras nativas, pisos com ladrilhos colados com cola de gurijuba (espécie de peixe regional de cuja bexiga natatória se extrai a substância), pinturas que remetem à fauna e à flora amazônicas e bustos que homenageiam expoentes do romantismo brasileiro, como José de Alencar, Gonçalves Dias e Carlos Gomes.

O coordenador técnico do Iphan no Amazonas, Rafael Azevedo, reforçou a preservação dessas características. “Mesmo as adaptações feitas ao longo das décadas para garantir usos mais seguros e amplos dos dois teatros – como sistemas de combate a incêndio, equipamentos de audiodescrição, rampas e elevadores, por exemplo –, não descaracterizam seus atributos originais”, afirmou.

Representatividade – Para a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Iphan, Juliana Bezerra, a candidatura amplia a representatividade cultural da Região Norte no cenário global.

“A Unesco já reconhece o complexo de áreas protegidas da Amazônia Central – Parque Nacional do Jaú, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã e Parque Nacional Anavilhanas – como Patrimônio Mundial Natural. E no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da Humanidade, já há o Círio de Nazaré. Agora, a atual candidatura dos Teatros da Amazônia joga luz em um projeto de formação urbana e de novas centralidades nas cidades a partir da cultura, bem como difunde e promove a atuação de trabalhadores da cultura dessas duas importantes capitais do Norte”, afirmou.

A recomendação oficial sobre a candidatura deve ser apresentada à Unesco em março de 2026, e a avaliação final está prevista para julho do mesmo ano, durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, com o Brasil representado pelo Iphan, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Iphan

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