Município do Baixo Amazonas deixa de depender de usina termelétrica e passa a contar com energia mais estável e sustentável, beneficiando cerca de 35 mil habitantes.

A Equatorial Pará concluiu as obras que conectam a cidade de Prainha, no Baixo Amazonas do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN), um projeto que demandou investimentos na ordem de R$ 71.639.901,56. A iniciativa marca o desligamento definitivo dos motores a diesel da antiga usina termelétrica, substituindo a geração antiga por uma infraestrutura de transmissão moderna e sustentável.
As obras de modernização do sistema contaram com a construção de uma nova linha de distribuição e a implantação de uma subestação com nível de tensão de 34,5 kV. A nova estrutura possui dois transformadores com capacidade instalada de 12,6 MVA, volume projetado para suportar o crescimento da demanda urbana e rural nos próximos anos.
Tecnologia e Operação
Segundo a gerência de Obras e Manutenção da Equatorial Pará, o diferencial técnico do projeto está na automação. “A subestação de Prainha é monitorada em tempo real pelo Centro de Operação Integrado (COI), essa tecnologia permite manobras remotas e agilidade no restabelecimento do serviço em casos de contingência”, declarou Lana Graziene.
O sistema de distribuição local também foi reformulado com a instalação de dois alimentadores urbanos e um rural, todos equipados com disjuntores de proteção de alta performance. O objetivo é reduzir as perdas elétricas e garantir que os níveis de tensão permaneçam estáveis, garantindo um fornecimento de energia com ainda mais qualidade para a população.
Impactos Socioeconômicos e Ambientais
Para a população local, estimada em 35.577 habitantes, a mudança reflete diretamente na qualidade de vida e na economia. A energia contínua é vista como fator essencial para a atração de novos comércios e o fortalecimento de serviços públicos.
Desde 2012, a Equatorial Pará já desativou 23 usinas a diesel no estado e prevê encerrar a operação de mais 9 até o final de 2027, consolidando um modelo energético mais limpo e eficiente. A substituição da geração a diesel evita a emissão de cerca de 606 toneladas de CO₂ por mês. Em um ano, isso equivale a 7.273 toneladas a menos de dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa.