A expectativa é de que o fitoterápico fique disponível a partir do segundo semestre de 2026

Gabrielle Borges

A pedra nos rins, cujo nome oficial é litíase renal, é uma das causas mais recorrentes de atendimentos de urgência no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

A doença leva milhares de pessoas aos pronto-socorros e, em muitos casos,exige procedimentos de média e alta complexidade. A condição também sobrecarrega a rede pública, amplia filas de espera e eleva os custos do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Tradicionalmente utilizada na medicina popular, a planta Phyllanthus niruri (popularmente conhecida como quebra-pedra) passa a ser incorporada, de forma científica e regulamentada, à lista de medicamentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O produto está em fase de desenvolvimento por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O desenvolvimento do fitoterápico é resultado de uma cooperação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), iniciativa que fortalece a articulação entre saberes populares, pesquisa científica e políticas públicas voltadas à saúde.

A expectativa é de que o fitoterápico fique disponível a partir do segundo semestre de 2026.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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